Loucura,
sanidade?
Louca
sanidade.
Sadia
doidera.
Doida
normalidade.
A
música que toca.
O
corpo que dança.
Eu
e você.
Um
só movimento.
Idéias
malucas, soltas ao vento.
Que
outros tão loucos ouvem e embarcam.
Aceitam
e festejam e
Juntos
se entregam
E
você tão contente,
No aqui tão presente.
Me sente e me quer.
Afaga a mão, me faz tão mulher.
E
eu percebendo, não estava vendo.
Apenas
sentindo
Me
permitindo
Tocada
sentia e pressentia.
Algo
de novo na porta batia.
E
eu com coragem atenta ouvia
Senti
e beijei e me deixei
Ser
conduzida para além
Além
de mim mesma
Dos
medos e anseios
Curtindo
o momento
Sem
ao menos pensar
Loucura
doidera
Entrega
e desejo
Dois
corpos em um
Sem
pressa prá acabar
Um vida ou meia
Intensa e profunda
E
agora eu já não
Vivo
sem você!!!
Tanto
li, um pouco vivi
Passei
pela vida meio assim
Amores
tão poucos
Que
eu senti
Um
dia do nada
Meio
sem saber
Chega
alguém
Me
faz perceber
Que
a vida é mais
Que
ela desfaz
E
se refaz
Que
a vida me traz
Quem
eu esperava
Também
desejava
Já
deslumbrava
Me
surpreendi
Não
sei se a leveza
Ou
a inteligência
O
toque de humor
Ou
a paciência
O
jeito de ouvir
De
interagir
De
refletir
De
coexistir
Há
tempos pensava
Que
não encontraria
E
quase, por pouco
Eu
desistiria
O
toque das mãos
Aquele
roçar
Que
do sono profundo
Me
fez despertar
Para
o novo
O
inusitado
Aquele
pedaço
Que
eu me esqueci
Da
mulher interessante
Uma
delícia
Que
vibra e pulsa
Com
muita malícia
Eu
não sei rimar
Não
sei escrever
Poesias
e versos
De
mim e você
Vou
aqui tentando
Com
muito receio
Colocar
o que sinto
Embaixo,
em cima, no meio
E
o que eu sinto
Me
perpassa a alma
Me
deixa tão boba
Mas
não me acalma
Fui
descobrindo
Que
esse olhar
Do novo e do belo
A me enredar
Podia
ser mais
E
muito mais
Uma grande viagem
Que
me satisfaz
Eu
me pergunto
O
que faço agora?
Com tudo novo
Eu quero viver
Já
fiz minhas escolhas
Que
a vida me trouxe
Tem
um caminho
Vou
compreender
De
gole em gole
Bebi
os seus beijos
Criei o desejo
E o meu amor
Hoje
eu tento
Me
recompor
Viver
novamente
Sem
esse sabor
O
coração bate
E
tanto apanhou
Quer
um descanso
Com
o qual sonhou
Eu
poderia
Continuar
escrevendo
Do
que sinto e vejo
Do
que só percebo
Mas
toda história
Merece
um fim
E
essa é bonita
Prá
vc e prá mim
Que
me trouxe pra fora
Para
respirar
Me
trouxe à tona
Pra
eu enxergar
Que
posso e mereço
Recomeçar
E
ele pode
Comigo
sonhar
O
sentimento
Não
é só de pele
Tem
coerência
E
muita beleza
Torna
difícil
Fica na areia
Ou sempre nadando
Contra
a correnteza
Muito
vivi
E
pouco eu sei
Mas
o que sinto
Não
posso negar
As história terminam
Mas valem a pena
Histórias são feitas
Para se relembrar

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